Terapia Familiar

A vida a dois é um desafio diário. Implica a jornada de um casal que decidiu viver uma história juntos, enquanto cada uma trilha sua jornada pessoal nesse planeta. Cada um de nós, antes de ser casal, está trilhando sua missão aqui na terra que é insubstituível e ninguém pode viver por você.  Nos encontramos em um contexto de mundo atual, onde somos cada vez mais exigidos no contexto profissional e necessitamos de instrumentos que nos ajudem a nos manter equilibrados. Nessa jornada, estamos em diferentes contextos de vida e em cada um desses contextos acessamos inúmeros papéis. Somos cônjuge, pai, mãe, filho, filha, amigo, amiga. Também temos identidades profissionais.

Muitas vezes, passamos mais tempo no trabalho do que em outros contextos da vida. A quem diga que sabe separar bem o contexto pessoal e profissional. Como se fossemos entidades separadas e como se o pessoal, ou seja, quem você é, não fosse a base para compor a identidade profissional que você tem. 

Na intensa agenda do dia a dia, encontramos pouco tempo para desfrutar, cuidar, alimentar e regar uma relação. Isso, quando sabemos fazer. Muitas vezes, não aprendemos a cuidar da nossa relação. Em outras, não estamos sabendo cuidar nem de nós mesmos. E quando menos percebemos, já estamos saindo daquele lugar maravilhoso que nos uniu a outra pessoa. 

Para onde fomos ao longo desse processo?  Que outros lugares visitamos dentro e fora de nós? O que havia lá? O que nos fez nos afastar daquele lugar de aconchego, paz, amor, compaixão, alegria, êxtase, que havia nos unido. Em geral, quando um dos cônjuges começa a pensar nessas perguntas pode ser que proponha ao outro procurar ajuda na Terapia de Casal. Outros, podem pensar nessa possibilidade, porque não aguentam mais a forma como estão vivendo e decidem tentar algo antes de decidirem pelo término da relação.  

O trabalho na Terapia Família Sistêmica é também um trabalho em busca de si mesmo. Em descobrir onde está o seu centro.  Onde repousa no seu corpo a percepção sentida de quem somos. E ao mesmo tempo, aprendermos a nos abrir e nos conectar com o outro, sem deixar de ser quem somos. Para encontrarmos e pegarmos o fio mágico, que nos uniu como casal e entrar no campo de relacionamento onde as diferenças possam ser fator de evolução, encantamento e crescimento para o casal.

O que trazemos para terapia familiar? 

Trazemos para Terapia Familiar muito mais do que temos consciência. Somos parte de uma família, que tem um jeito de funcionar (crenças, valores, habilidades, estratégias, estados internos, regras, costumes). Um conjunto de aprendizagens que herdamos da nossa família e é claro, trazemos também quem somos, nossas singularidades, o que nos faz únicos no mundo.  Nessa relação trazem de forma inconsciente um conjunto de experiências e a convivência aflora as diferenças e a forma como lidamos com essas diferenças podem ser Fator de Unidade ou de distanciamento e separação. 

Terapia Familiar

Quando duas pessoas iniciam uma relação nem sempre tem consciência do para quê estão se juntando. Às vezes, tem uma noção dos desafios de uma relação a dois, porque devem ter vivenciado um pouco disso no período que antecedeu ao casamento. Mas, raramente compreendem o para quê estão se juntando. Seria maravilhoso que a resposta ao para quê, fosse apenas de coisas agradáveis e das joias incríveis que experimentamos quando estamos juntos, que na verdade são estas que nos motivam a entrar em uma união. Mas pouco sabemos sobre como nos manter nesse campo. Ou, que habilidades precisamos ter para sustentar esse campo, mesmo quando encontramos desafios ao longo do caminho. 

Por onde começar? 

Quando um casal não está alinhado pode ser que sintam necessidade de procurar um suporte para juntos encontrarem a Unidade novamente. Pode ser que o único sentimento que ainda os une esteja ali presente, mas latente. Essa única centelha de luz, pode ser o que precisam para buscar novas alternativas. Pode ser que já não sejam as mesmas pessoas de quando se conheceram, mas o que sentem um pelo outro ainda esteja ali. Mesmo em meio a muitos outros sentimentos.

Terapia Familiar

Importante compreender, que iniciar uma Terapia Familiar envolve criar um campo onde as diferenças possam surgir e serem apadrinhadas. Esse é o papel do Terapeuta, que pode ser um Médico Psiquiatra, uma Psicóloga, um Médico de Família e Comunidade, um médico que trabalhe com saúde mental e que tenha experiência e formação para trabalhar com famílias. Esse profissional, não espera que o casal chegue pronto para ouvir e aberto a transformações. Esse vai ser o seu trabalho. Criar as condições necessárias para que a comunicação aconteça e que caminhe para um lugar que o próprio casal vai descobrir. Então, o que cada um precisa trazer para Terapia Familiar? Traga você mesmo, sua história. O que você sabe e o que você ainda não sabe sobre você. 

Terapia Familiar

E qual a abordagem utilizada?

Terapia Familiar

Dentre vários instrumentos utilizamos os Princípios da Terapia Familiar Sistêmica de Virgínia Satir. Ela foi uma terapeuta familiar pioneira no desenvolvimento da terapia familiar. É conhecida por seu enfoque na comunicação e na autoestima dentro das famílias, e por desenvolver métodos terapêuticos que ajudam a melhorar a dinâmica familiar e promover a saúde emocional.

Princípios da Terapia Familiar Sistêmica de Virginia Satir:

  1. Comunicação: Satir acreditava que a comunicação clara e aberta era fundamental para a saúde familiar. Ela focava em identificar e mudar padrões de comunicação disfuncionais.
  2. Autoestima: Um dos objetivos centrais da terapia de Satir era melhorar a autoestima de cada membro da família. Ela via a autoestima como um elemento chave para o bem-estar individual e familiar.
  3. Regras Familiares: Satir analisava as regras explícitas e implícitas dentro da família, ajudando os membros a entender como essas regras influenciavam seus comportamentos e relacionamentos.
  4. Padrões de Interação: Ela examinava como os membros da família interagiam entre si e ajudava a criar formas de interação que fossem mais saudáveis e eficazes.
  5. Transformação e Crescimento: Satir via a crise como uma oportunidade para o crescimento e a transformação. Ela ajudava as famílias a verem as dificuldades como chances de mudança positiva.

A abordagem de Satir é frequentemente caracterizada por seu otimismo, humanismo e crença no potencial de cada indivíduo para crescimento e mudança. Sua contribuição à terapia familiar sistêmica continua a influenciar terapeutas em todo o mundo.

Também utilizamos os Princípios do Transe generativo do Dr. Stephen Gilligan, Hipnoterapia Ericksoniana e Programação Neurolinguística.

Terapia Familiar

Uma resposta

  1. Excelente texto, abordagem e perspectiva a respeito do contexto e ambiente familiar tema extremamente pertinente e relevante principalmente nos dias atuais.
    Já faço terapia e com certeza futuramente farei a terapia familiar pois só enxergo pontos positivos para tal.

    Para pelo texto e por disponibilizar este conheicmento.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *